Curso Self-Healing Nível II

Curso Self-Healing Nível II
Sandra São Thiago e Meir Schneider

domingo, 29 de outubro de 2017

EXERCÍCIOS VISUAIS NOS JARDINS DO HOTEL BELA VISTA

Foi hoje, 29 de outubro de 2017, que realizamos nossas atividades visuais nos jardins do Hotel Bela Vista. Demos maior ênfase aos exercícios de visão espacial/periférica. Foi uma manhã bem descontraída e produtiva, de muitos aprendizados. 
A cada encontro procuramos trabalhar um princípio de uma visão saudável.
Seguem as fotos do evento:




























VISÃO ESPACIAL/VISÃO PERIFÉRICA

A VISÃO ESPACIAL - VISÃO CONHECIDA COMO VISÃO PERIFÉRICA

Nossos olhos são desenvolvidos para serem utilizados em toda a sua capacidade, porém, no dia a dia, deixamos de utilizar algumas de suas partes ao sobrecarregarmos outras com o excesso de uso. Querem um exemplo disso? Passamos longas horas em frente a uma tela de computador ou celular, sob luz artificial, dentro de uma sala fechada, imóveis. Em uma situação dessas, várias estruturas de nossos olhos permanecem sub ativadas, bem como de nosso cérebro, lembrando que nossa visão está intimamente relacionada ao nosso Sistema Nervoso Central, pois apenas 10% da visão está sob o comando da estrutura dos olhos, os 90% restantes são atividades de nosso Sistema Nervoso para interpretar o que está ao nosso redor.
Hoje, segundo Meir Schneider, se nos deixarem em uma floresta, por exemplo, abandonados, possivelmente seremos atacados por animais selvagens, pois não temos nossa visão espacial bem desenvolvida para nos protegermos dos perigos ao redor. Em uma matéria da revista Super Interessante, de 2015, aborda-se sobre a "visão de craque", sobre a importância da visão periférica nos jogadores de futebol, para que possam saber de onde vem a bola e para onde devem chutá-la utilizando a habilidade relativa à visão periférica, ou seja, a percepção não somente do que está à frente, mas do que vem por trás e pelos lados. Bem como, devemos ter nossos sistemas de reação e proprioceptivos bem desenvolvidos para esta habilidade visual.
Voltando então ao início, imagine como este nosso sistema encontra-se empobrecido com nossas rotinas diárias, não nos movimentamos o suficiente para desenvolver o sistema nervoso central, não ampliamos nossos espaços visuais, deteriorando as células fotossensíveis denominadas bastonetes, responsáveis pela visão espacial/periférica.
Desta forma, nos dias de hoje, temos uma visão empobrecida, limitada, ocasionando patologias visuais que poderiam ser prevenidas.
E como fazer para prevenirmos ou revertermos esta situação?
Através do Método Meir Schneider Self Healing aprendi alguns exercícios para estimular a visão periférica e vou ensinar-lhes dois destes:

1. Papeis pretos de diferentes tamanhos: recorte 3 papéis pretos opacos (cartolina), um de 2,5 x 5 cm, outro de 2,5 x 13 cm e outro de 2,5 x 18 cm. Prenda horizontalmente o papel pequeno, com fita adesiva, na ponte do nariz, de maneira que as laterais do papel cubram parte de sua visão. Movimente-se balançando um objeto em cada mão na lateral dos olhos por aproximadamente 2 minutos, faça o mesmo com o papel médio e o papel grande, em seguida novamente o médio e por fim o pequeno. Movimente-se de várias formas, em várias direções, andando, sentando e levantando, girando etc.







2. Cecília: uma folha de EVA de tamanho levemente menor que o de uma folha A4, com orifícios de diferentes formas e tamanhos cortados (vazados). Caminhe, se movimente, olhando o ambiente através destes orifícios, movimentando a folha à frente do rosto. Durante aproximadamente 3 a 5 minutos.


Estes exercícios devem ser realizados diariamente, intercalados com suas atividades diárias, principalmente quando estiver longo tempo sentado trabalhando em frente a um computador ou em sala de aula.

BOM TRABALHO!!!

QUALQUER DÚVIDA ENTRE EM CONTATO COMIGO:

SANDRA SÃO THIAGO

FISIOTERAPEUTA/EDUCADORA DO MÉTODO MEIR SCHNEIDER SELF HEALING
CONSULTÓRIO: RUA 41, 392, SL 1307, TORRE 4, SHOPPING 33, VILA SANTA CECÍLIA, VOLTA REDONDA - RJ

CEL: 24 988182487


VISÃO PERIFÉRICA - OLHOS DE CRAQUE

Matéria interessante publicada na revista Super Interessante sobre a importância da Visão Periférica no futebol.

https://super.abril.com.br/saude/visao-periferica-olhos-de-craque/

sábado, 28 de outubro de 2017

Matéria da revista veja desta semana sobre a epidemia da miopia. Falamos muito sobre isso no Self Healing, nossos olhos não foram feitos para o que vivemos hoje, falta de exposição ao sol e excesso de olhar para perto (celulares e tablets). Já que vivemos na era digital, devemos buscar meios de compensar isso. Por isso, os convido a participarem amanhã de nosso encontro no Jardim do Hotel Bela Vista para aprenderem formas de exercitar os olhos no seu dia a dia, minimizando os efeitos nocivos de nossos novos hábitos visuais. Infelizmente tivemos que suspender o encontro hoje pois precisaremos de um gramado relativamente seco para nos movimentarmos bastante sobre ele.
Amanhã, as 8:30h, dia 29/10, evento gratuito, em frente à recepção do Hotel Bela Vista. Crianças, adolescentes e jovens são muito bem vindos também, ou melhor, principalmente.





sábado, 14 de outubro de 2017

Meu consultório e uma homenagem ao dia do Fisioterapeuta





Curso de Formação em Self Healing, nível 1

Fazendo monitoria no curso de Formação em Self Healing em Rio Claro - SP, com as ministrante Laura Canto e Sonia Carrocine. 
Outubro/2017 










sexta-feira, 29 de setembro de 2017

Um caso surpreendente de recuperação pós síndrome de Guillain Barrè com o Self Healing

Há dois dias se completaram dois meses que fui diagnosticado com a Síndrome de Guillain-Barré. Estive internado durante 15 dias no Hospital Federal de Bonsucesso, passando inclusive pela CTI. A doença autoimune ataca o sistema nervoso periférico progressivamente, e depois se reverte. Eu não cheguei a respirar com ajuda de aparelhos como acontece em muitos casos, no entanto, recebi alta médica ainda em cadeira de rodas, muito fraco e respirando com dificuldade. Saí de Bonsucesso direto para Volta Redonda, onde a Sandra poderia me atender intensivamente, pois eu ficaria no mesmo bairro de sua casa.
Lembro que logo no primeiro atendimento a Sandra me pediu para caminhar apoiado nela. Ela disse que eu andaria sozinho em uma semana, e estava certa.
A chegada em casa foi bem complicada, eu não conseguia dormir praticamente nada, e isso fazia minha respiração diminuir e o cansaço aumentar. As sessões de massagem me davam bastante alívio, mas enquanto a questão respiratória não mudava, eu ainda me sentia mal. Durante dois dias esse processo foi se intensificando. No terceiro dia, a Sandra fez valer uma nova rotina diária para mim. Disse que era preciso repouso e concentração. Era hora de diminuir as visitas familiares, o stress com meu filho de dois anos e meio, as preocupações alheias, enfim.
A resposta a essa nova rotina foi imediata. No terceiro dia meu corpo conseguiu dormir pelo menos 4 horas de sono consecutivo. Lembro que nesses primeiros dias, a Sandra ainda me encontrava com a respiração fraca e instável, e as massagens no diafragma eram fundamentais. Acho que esse foi o momento mais crucial dos nossos encontros. A Sandra com muita calma e paciência me ajudava a voltar a respirar quando parecia que eu ia sufocar. Minha mãe cogitou me levar de volta para o Rio de Janeiro para ser visto pela neurologista e garantir que tudo estivesse bem. Mas eu mesmo afastei essa ideia e acreditei que valia tentar mais um pouco. Logo eu estava andando pela casa no andador, e em menos de uma semana eu consegui dar meus primeiros passos pelo corredor.
Eu sempre era o primeiro a acordar, e tinha que ficar na cama esperando se iniciar a movimentação pela casa. Então eu realizava ainda na cama os exercícios neurológicos de movimentos circulares, a começar pelas extremidades dos membros. Mais adiante aprendi outros exercícios neurológicos e de força que passei a realizar duas vezes por dia. Na metade da segunda semana recuperei finalmente minha capacidade respiratória e o progresso passou a caminhar muito rápido.
Relatando assim parece muito simples lidar com esse processo de recuperação, já que ele é uma melhora progressiva, mas na verdade é mais complexo. Realmente é preciso ter muita concentração e consciência de tudo. Há momentos de fraqueza e é preciso tomar cuidado para não deixar a fadiga tomar conta. A Sandra foi muito cautelosa com isso. Fizemos exercícios de força na medida exata para que meu corpo não se desestabilizasse.
A partir da terceira semana passei a executar sozinho os exercícios que ela ensinava, e mantínhamos contato pelo telefone. Os encontros não eram mais diários como no início. Reencontrei por fim a neurologista no Hospital após 1 mês de alta. Sua reação no corredor do hospital foi de espanto e alegria. Ela parecia realmente não acreditar que estivesse andando normalmente sem nenhuma sequela física visível.
Hoje escrevendo isso me emociono ao lembrar desses dias tão difíceis mas tão importantes na minha vida. Ontem mesmo tive um compromisso no Rio de Janeiro, acordei cedo, fiz os exercícios respiratórios de contração e dilatação do diafragma, tórax e peito. Massageei os pés, que ainda possuem uma leve dormência, e finalmente iniciei o dia. Esse ritual ainda vai se repetir bastante na minha vida, até mesmo depois que recuperar totalmente minha disposição física e acabar a dormência nos pés por completo. A lição que tive é que esse processo de cura e consciência corporal deve ser para sempre.